Presas de Westgate – Parte 11

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael


Morte Cega

(…)

Mordekay, a espada Matadora de Dragões nas mãos de H’aer, tinha vontade própria, o guerreiro estava com dificuldades de controla-la, ele estava sendo puxado em direção ao Dragão. A espada dizia em um tom grave e preocupante para todos ao redor: “sim… SIM… a fera está viva e adormecida. Mestre, a hora de terminar o reinado de terror de Mourgrim para sempre! CHEGOU A HORA!”. A espada era incontrolável, como se tivesse sentido o cheiro de seu velho inimigo, H’aer sentiu a impetuosidade e fúria da espada infectar seu sangue, sentiu genuinamente o que Mordekay sente, o desejo de por um fim nisto, como se seu destino assim como da espada, fosse forjado para este momento, H’aer e Mordekay eram um só, a mão corajosa e afiada da justiça. O guerreiro foi dando passos em direção à Mourgrim, pisando nas moedas, sentindo a respiração da fera aumentar e seu coração acelerar como se fosse o momento antes do trovão cair!

10_dargon

Para desespero de Salantis e Lucien, olhando Glimwick se aproximar ao portal, prendem a respiração quando percebem H’aer longe, próximo ao Dragão, erguendo sua espada com se a desafiasse a despertar. As palavras não saíram de suas bocas, o silêncio era essencial para o gnomo que não percebeu seu aliado subindo a pilha de ouro. Glimwick usa a chave de Evendur, o portal faz um breve ruído e vagarosamente começa a se movimentar para trás. H’aer está ao lado de Mourgrim quando o silêncio absoluto toma conta da caverna. Não dá ouvir os vapores ao fundo e muito menos a respiração da fera. H’aer estando do lado da cabeça colossal, percebe que as pálpebras estão abertas. E encarando o guerreiro como um desafio.

O calor da caverna aumentou por um instante — Mourgrim Reconheço esse cheio. Ingênuo mortal. Você invade meu lar e traz consigo a arma profana de meu antigo inimigo. Minha reclusão acabou. Todos vocês selaram seus destinos. Vieram atrás das sombras, mas aqui só há morte para os VIVOS!” a voz grave dracônica de Mourgrim ecoa de movo avassalador. Paralisado de medo H’aer não consegue dar mais um passo em direção ao dono do lar. O barulho de ossos estalando, escadas duras como aço raspam nas paredes, suas asas e cauda serpenteiam como uma cobra para dar o bote, Mourgrim ergue-se até atingir o topo da caverna, exibindo sua forma gargantual de uma criatura de um mundo esquecido e antigo, reinado por fogo e trevas, sua cabeça lentamente se move em direção ao agora pequeno, H’aer. Um olho de Mourgrim é branco, cego e cicatrizado, o outro lívido abre suas enormes pupilas negras olhando Glimwick, Salantis e Lucien.

— Glimwick “O portal está se abrindo! Preciso de mais tempo!”.

— Lucien “Só há morte para nós se ficarmos mais tempo aqui!”.

Salantis “Tempo?! Não há! Mas ei de criar!

— Mourgrim “Sobreviver? Não há escapatória, a passagem dos vampiros não é para mortais. Abracem a morte! pois eu sou a morte encarnada e irei reivindicar minha vingança!”.

H’aer “Mordekay tem assuntos inacabados com você! E eu a empunharei até ver seu destino alcançado com minha vida ou minha morte!

Glimwick se solta da parede em direção à criatura reptiliana, convocando e empunhando o “Olho da Meia Noite” precisando achar um ponto fraco mais do que nunca. Lucien protege-se atrás de uma rocha e conjura o feitiço mais poderoso que consegue imaginar em uma fração de segundo transformando sua pele em pedra obsidiana. Salantis empunha seu “Cascos de Guerra” e em um estrondo como de um trovão, convoca um possante um cavalo de guerra feito de metal escuro como se fosse uma armadura adamantina, cada galope soava como um trovão em direção ao Dragão Vermelho. H’aer toma impulso na pilha de moeda, salta empunhando em uma das mãos a poderosa Mordekay em direção ao seu destino.

10_fosso

Mourgrim apesar de cego de um olho, não perdeu sua potência em nada. O couro é quase impenetrável, os golpes de sua cauda arrancam nacos da parede rochosa, suas poderosas garras rasgam o chão como papel. As espadas não encontram brechas nas escamas, os golpes de maça param em suas asas duras como aço, os relâmpagos e chamas são absorvidos como ar pelo réptil. A inevitabilidade da morte se torna clara quando o Dragão resiste a todos os ataques e então — Mourgrim Minha vez mortais!” Sua cabeça reclina, toma fôlego, seus olhos ficam vermelho-rubi e suas escamas reluzem — como se as portas dos nove infernos fossem abertas, a caverna é engolfada por ondas de chamas da baforada que derrete e destrói tudo que toca.

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Todos correm e se escondem. Entretanto não o suficiente para escapar, H’aer é jogado contra a parede enquanto sofrem ferimentos quase letais, Salantis atrás de seu escudo vê uma parede ser derretida deixando sem proteção, Lucien vê sua magia absorver as chamas, mas o deixa gravemente ferido mesmo assim e Glimwick tem sua mão quase desintegrada pela intensidade do calor.

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