Presas de Westgate – Parte 7

(Leia a Parte 6)

Personagens:

Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle

(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert


Lucien Petrus

(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael


A Praga de Talona

Floresta de Gulthemere

Floresta de Gulthmere

Os rastros de Doleac e seus assassinos seguem em direção à Floresta de Gulthmere, contornando o lago. Dentro de pouco tempo estão já na densa e escura floresta. A floresta apresentava sinais da mesma praga que afligia Reddansyr, tinha muitos corpos de animais mortos por doença, seu sangue era de uma cor esverdeada, grandes áreas da floresta estavam dominadas por plantas mortas e árvores em decomposição. Haviam pequenos charcos infestados de criaturas mortas, as águas tinham um tom verde e cheirava como um pântano.

Gulthmere

Tendo caminhado por algumas horas dentro da floresta cadavérica, encontraram um corpo de um elfo da floresta, estava quase submerso na água com sinais de ter sido atacado por um animal feroz – uma morte foi rápida. No momento que Salantis fez um sinal de respeito ao cadáver, seus olhos se abriram e o morto-vivo o atacou violentamente quem estivesse por perto, era um morto vivo infectado pela praga da floresta. Deram um fim ao zumbi, mas não sem fazer muito barulho na silenciosa floresta, corvos que estavam nas árvores voaram com o barulho gutural que o zumbi fez ao ser decapitado pelas espadas de H’aer.

Flagelo

Depois de um breve silêncio, todos ouviram estalos ao redor, galhos sendo quebrados e algo se movendo pela região pantanosa, todo o barulho atraiu a atenção para o grupo que acima de tudo, não queria ser notado neste lugar. Ents, árvores vivas vieram de todos os lados caminhando vagarosamente, com seus galhos retorcidos como lanças, troncos quebrados como mandíbulas e um líquido viscoso esverdeado pútrido escorrendo como seiva das plantas mortas vivas.

Flagelo

H’aer acendeu seu frasco de óleo e ateou fogo nas plantas que se aproximavam, defendendo-se com a ajuda de Glimwick para destrui-las sem ser infectado. Lucien conjurou chamas incendiando um grande número das criaturas, mas não o suficiente para ser pego enredado por uma, Salantis tentava libertá-lo antes que fossem dominados pela floresta viva — estavam conseguindo destruir as criaturas, até uma presença feminina entrar na batalha, parecia uma druida selvagem, senão fosse pelo tom pálido de sua pele e partes faltantes de carne no rosto, uma elfa tão decomposta quando suas crias da floresta.

— Druida “Esta floresta é proibida para os vivos, aceite a morte e junte-se ao flagelo da Mãe de todas as Pragas, Talona!”.

Druida de Talona

— Salantis “O que Doleac lhe prometeu? Que depois de não sobrar mais vida neste lugar você será recompensada? Os Máscaras da Noite não dividem poder”.

— Druida “Lorde Doleac e os druidas do Flagelo irão extirpar a vida impura da costa do dragão, nós iremos viver eternamente enquanto os vivos forem nossas presas.”.

— Glimwick “Bom, você teve sua chance sua indigente de cemitério… hora de você descobrir que nada é para sempre”.

— Lucien “Prepare-se para encontrar sua criadora!”.

Com a druida, um matilha de lobos flagelados veio se juntar à briga. A floresta queimou com as explosões de chamas e os trovões que a druida convocava para abater suas presas, até chegar ao combate corpo-a-corpo com a feroz druida. A luta foi difícil por causa do exército que parecia nunca morrer pelas espadas ou magias, até que com um golpe de sorte, o gnomo ladino conseguiu pegar desprevenida a elfa com um golpe certeiro de seu punhal, fazendo-a cair sem vida no chão e sua horda de criaturas se dispersar pela floresta. Todos estavam feridos, mas H’aer estava em estado mais gravemente ferido, precisando de ajuda do clérigo. O grupo não soube dizer se alguém foi infectado, não tinham o luxo de poder ficar parados muito tempo nesta floresta, melhor prosseguir e evitar mais ameaças antes do amanhecer.


Os Caçadores

A trilha na floresta esfriou, ficou impossível rastrear os Máscaras pela noite. Os aventureiros passaram a noite em um abrigo e vigiaram a noite adentro, esperando algum assassino ou fera aparecer. No dia seguinte continuaram tentando seguir em direção às montanhas, para longe da floresta, mas Glimwick achou rastos que não pertenciam a nenhum de seus inimigos, inclusive armadilhas espalhadas em uma ponte improvisada com árvores caídas. Do outro lado dessa ponte alguém os estava esperando.

SaevelUm elfo da lua, sozinho armado com um arco e camuflado, ficou firme em sua posição impedindo o caminho — “Vocês estão em nossa floresta, forasteiros só podem atravessá-la com minha permissão, o que querem em Gulthmere, abaixem suas armas e falem, senão meus arqueiros irão fazer vocês irem para o fundo deste rio”.

O elfo não estava sozinho e não parecia fazer parte da seita da druida que os atacou antes. Conversaram em tom de paz, Salantis contou parte da estória, que estava perseguindo um grupo de criminosos e sobre a druida que os atacou. Saevel Calaudra era o nome do elfo, explicou que estavam sendo cautelosos com forasteiros justamente por isso, criminosos tem cruzado sua floresta e desde então, uma seita de Talona, a mãe da peste, tem espalhado uma praga na região, transformando animais e plantas, em criaturas mortas-vivas, trazendo morte e doença.

Saevel e seus elfos têm caçado esses druidas um-a-um, denominados Adoradores do Flagelo. Resolveram ajudar o grupo, trazendo-os para um dos seus acampamentos, com uma dezena de guardiões. Nesta noite Saevel conversou sobre quem Salantis estava perseguindo, contou uma estória peculiar de uns três anos atrás:

— Saevel: “Anos atrás, antes de começar a praga e os mortos vivos em minha floresta, um homem chamado Evendur cruzou estas terras acompanhado por outros magos, pessoas perigosas que causaram grandes problemas por onde passaram. O destino deles era o Abismo das Teias, onde dizem Mourgrim, o dragão vermelho permanece adormecido desde que o elfo Adarkar Reddansyr o derrotou”.

Acampamento

— “Pouco tempo depois, os assassinos Máscaras da Noite foram percebidos nas redondezas, mas é impossível acha-los. Algo sempre me disse que os Máscaras da Noite também tinha um interesse no está escondido no Abismo da Teias. Desde então surgiram os druidas de Talona e assassinos vigiando esta região, mantendo longe forasteiros. A mesma coisa aconteceu com a pequena vila de Reddansyr.”.

Todos escutaram atentos as notícias de Saevel, Lucien finalmente estava pressentindo que iria descobrir que fim levou seu pai Evendur, envolvidos com assassinos e magos, que tipo de trabalho esta fazendo para eles, Lucien se perguntava cada vez mais inquieto.

O elfo disse que iria guia-los para o Abismo no dia seguinte, ofereceu o acampamento e comida quente para todos do grupo – exceto Glimwick, que abriu sua última garrafa de licor feito pela sua família de Lantan e comeu com seu última reserva de comida que trouxe, aproveitando que não tinha uma noite bem dormida há semanas.

Praga

Continua na Parte 8 - EM BREVE
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