Presas de Westgate – Parte 5

(Leia a Parte 4)

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael


A estória de Adarkar Reddansyr

Elthryn estava sentado em uma cadeira fumando um longo cachimbo, com uma expressão de surpresa de ver o grupo de aventureiros vivos. Ele disse, eu avisei que estas terras eram perigosos, vocês não fazem ideia do que estão se metendo. Depois de contar o que aconteceu no subterrâneo da vila, as mortes, o paladino, o coveiro, vampiros e seu mestre, Elthryn contou que não achava que alguém pudesse sair vivo de lá, o paladino não conseguiu infelizmente.

ellthryn house

Quando disseram sobre as passagens secretas e os prisioneiros levados para os vampiros, Elthryn reconheceu o nome Doleac Akmere, disse que há muitos anos, Doleac era um Ranger da floresta de Gulthemere, mais ao sul, mas desapareceu sob na mesma época que a maldições chegou a Reddansyr. Ele acredita que Doleac é uma peça do mistério, juntando as peças dos rituais, os vampiros assassinos, o brasão de uma máscara, ele disse — “isso é obra dos sanguinários Máscaras da Noite, uma guilda de assassinos influentes, perigosos e extremamente ardilosos, é impossível achar um membro da guilda.”

O velho tinha só uma pista sobe Doleac, seu passado e a vila:

“Doleac era um meio-elfo Ranger de Helm, seguiu os passos do Elfo do Sol fundador de Reddansyr, Adarkar Reddansyr, há 350 anos ele lutou bravamente com um famoso dragão Mourgrim, apelidado de “Morte Cega”, este dragão vermelho aterrorizou esta região por décadas, até Adarkar e defensores de Helm o banirem de volta para o abismo das teias, nas profundezas da floreta de Gulthemere, o dragão sobreviveu, porém ficou cego de um olho pela espada matadora de dragões de Adarkar. Em sua homenagem a mais de 300 anos este vilarejo foi fundado, por isso na praça existe uma estátua de Adarkar e sua espada, mesmo coberto pelas plantas, ainda está lá sua estátua.”

Doleac

“Esta estória Doleac sabe muito bem, ele conhece a região, se ele tivesse que se esconder, seria em seu lar natural, a própria floresta de Gulthemere. Existiam passagens secretas que ligavam a vila até a floresta há séculos atrás, pode ser a mesma passagem.”

Os aventureiros sabiam que tinham que pôr um fim a Doleac se quisessem acabar com seus esquemas em Reddansyr. Enquanto Glimwick fitava sua moeda de sorte tentando esquecer os horrores que viu no subterrâneo, Salantis escrevia uma carta para sua ordem de Lathander em Teziir, contando tudo que aconteceu com Gaumond, pedindo ajuda. H’aer estava inquieto, ficou temeroso de encontrar mais vampiros por seu caminho, precisava pensar em maneiras de eliminá-los, sem todo o esforço que exigiram para matar um apenas.

Lucien estava fumando seu cachimbo com Elthryn e perguntando de Evendur, seu pai desaparecido — que na mesma época que Doleac se voltou para os “Máscaras da Noite”, Evendur também estava aqui, o mago estava convencido que Evendur está por trás disso. A única lembrança de seu pai depois do terrível acidente de sua torre, era uma pequena chave de prata, sem inscrição e de formato estranho, algo que Lucien sempre carrega com esperanças de devolver a seu pai e descobrir o que poderia abrir…  ou fechar.

Evendur_the_conjurer

Muitas perguntas sem respostas neste dia, Elthryn se despediu de todos, sentindo que dificilmente os veria novamente, lhe disse o que eu sabia sobre vampiros, seres amaldiçoados fadados a vagar as noites caçando os vivos. Sem salvação e sem remorso, Elthryn ainda contou que o primeiro vampiro foi criado por Velsharoon, o Arquimago da Necromancia a milênios trás, sua herança maldita permanece até os dias de hoje se alimentando dos vivos nas trevas.

Cruzaram a vila de Reddansyr, vendo o corpo de Zallar enforcado e as vítimas da noite anterior sendo cremados, todos na vila estavam assustados. Salantis uma última vez se pronunciou, prometendo que o fim desta praga, os mortos, as criaturas da noite, estava próximo — “não somos um exército, mas somos o suficiente para trazer à justiça de Lathander e dos homens, os responsáveis pelas atrocidades nesta vila, não iremos lhe abandonar nesta era de trevas e sofrimento, iremos até o fim!”. Um pouco de esperança em meio à tristeza da perda de familiares, cresceu entre o resiliente povo de Reddansyr.


De Volta ao Mortuário

Novamente estão no antigo casarão, retornam aos porões onde tinham encontrado abominações noites atrás. Desta vez, procuram uma passagem, apesar de inundada o gnomo percebe que existe uma ala muito mais antiga nas adegas, lá atrás de barris antigos, ele encontra uma passagem, um túnel de pedra fora do alcance da inundação. As pistas estavam certas, nas paredes há sinais de arranhados, como se alguém tivesse lutado para não se levado para o túnel.

A passagem antiga segue ao sul, na escuridão completa, a não se pela discreta luz do cajado de Lucien. Até chegar a um ponto que a passagem está bloqueada, um grande átrio onde feixes de luz conseguem chegar da superfície até o chão, devem estar bem longe de Reddansyr próximo ao lago na floresta de Gulthemere. Um portal de metal, como uma grade, fecha a passagem. Deveria pesar toneladas mover aquele bloco imenso de metal, ficou claro que é exigiria uma força sobrenatural para movê-la ou simplesmente um vampiro em sua forma de neblina passaria facilmente. Ao redor do átrio raízes emergiam das paredes e vários corvos negros estavam empoleirados, silenciosos.

H’aer — “algo está errado, em todos os mares que eu cruzei, nunca vi corvos silenciosos como estes!” Todos perceberam o silêncio inquietamente, prontamente sacaram suas armas, no exato momento que os corvos negros levantam voo, como um enxame rodeou o grupo desorientando por um momento, então que os corvos se fundem ao chão, mesclando-se em uma criatura quase etérea feia de penas e trajes negros, revelando apenas seus olhos vermelhos incandescentes, empunhando uma lâmina, prontamente como um guardião ataca o grupo enquanto estão tentando se livrar dos corvos renascentes. É um demônio servidor de Mask, o Lorde das Sombras, um guardião que estava esperando intruso tentarem passar pelo portal.

Corvos

O demônio dos corvos é feroz em combate, ágil e incansável precisou da velocidade de H’aer para distrair o demônio, enquanto Lucien queimava com chamas os corvos ao seu redor, Glimwick atacava pelas costas do demônio e Salantis usava todo poder que tinha para criar barreiras que pudessem resistir aos golpes violentos do demônio — por fim o demônio foi vencido e os corvos mortos, exigindo toda habilidade do guerreiro para aguentar a força da lâmina infernal da criatura. Recuperados e sem nenhum outro guardião em seu caminho, Lucien usa seus poderes de telecinese para abrir a passagem, seguindo pela escura e tortuosa passagem, sem saber ao certo que esperar neste ar estagnado e secular…

Tunel

Continua na Parte 6
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