Presas de Westgate – Parte 4

(Leia a Parte 3)

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael


Os Segredos dos Mortos

O Profano Templo de Helm

Lucien continua sem pistas do infame Evendur, suas pistas esfriaram aqui na porta do Templo de Helm. “O que será que ele fez neste lugar?” Se pergunta. Indo para o templo lacrado no norte da vila, todos ficaram pensativos com a ameaça da criatura horas atrás, poderia haver mais deles por aqui, lá dentro.

Templo de Helm

Glimwick estava procurando passagens nos fundos da construção, que estava em boas condições apesar do abandono. Eles conseguiram escalar pelos vitrais quebrados, o templo era a maior construção da vila, quando conseguiram entrar perceberam que as janelas estavam lacradas por dentro, a parte principal do tempo era os altares de adoração com estátuas quebradas e algumas dezenas de bancos de madeira empilhados na porta principal. Havia sinais de luta e vários objetos quebrados.

Câmara do Templo

Nas pequenas salas atrás do altar, era onde estavam guardado relíquias sagradas encaixotadas, sob o velho tapete encontraram uma passagem oculta, escadarias em espiral cobertas por camadas espessas de poeira, dificilmente utilizadas recentemente.

A cada passo era possível perceber nas paredes, crânios emoldurando o percurso, a temperatura estava congelante, era possível ouvir goteiras ao fundo. Estavam descendo em uma cripta subterrânea. Em certo momento H’aer e Salantis pararam no meio das intermináveis escadas, tinham ouvido um murmúrio ecoando, como um suspiro seguido de choros. Glimwick e Lucien recuaram, no exato momento que o gnomo viu uma presença atrás do mago, pele pálida e olhos brancos, sua forma translúcida desapareceu quando o gnomo ergueu seu lampião apontando sua espada na direção. Lucien ouviu algo antes dela desaparecer, a forma fantasmagórica sussurrou — “ele está aqui, salve-nos, salve-nos dele!”.

Aparição

Preparados para encontrar respostas ao término da escada, encontram um mausoléu, uma câmara funerária dos sacerdotes de Helm abaixo do templo, um imenso salão contendo estátuas, criptas e uma presença sobrenatural — todos prontamente pegam suas armas e se preparam para se lutar ou fugir — o mausoléu possuía várias formas fantasmagóricas como a que tinham visto antes, porém inertes, pairando sobre o chão como em um estado de transe, pareciam fazendeiros, mulheres, soldados, vítimas que provavelmente pertenciam à vila. Todos sentiram o frio na espinha em presenciar tudo aquilo, o ar era congelante e o silêncio tumular. Salantis ordenou que seus companheiros não fizessem nenhum mal ao lugar ou aos espíritos, ele notou que se os fantasmas os quisessem mortos, já teriam atacado, aqui eles parecem presos — Salantis caminha perto das criptas evitando chegar pertos das almas torturadas, enquanto Glimwick está claramente perturbado por ver tão perto das assombrações dignas de estórias de seu tio, H’aer e Lucien falam para Salantis — “Espero que saiba que o que está fazendo clérigo, nossas armas e feitiços não valem de nada contra almas penadas!”.

Estátuas do Mausoléu

Não demorou a localizarem uma passagem do outro lado do mausoléu, deixando par atrás o mar de fantasmas. Agora escutam um cântico vindo da passagem, fazem silêncio e seguem o estreito corredor com seu chão inundado por água. A passagem parece recente, escavada, o cheiro de podridão tomou conta do ar, a luz das velas e os corpos espalhados no chão pertencem ao homem a ajoelhado em um círculo de runas, que não notou a presença do grupo à espreita no corredor — um velho que parecia em um transe, estava com um cadáver em sua frente, estava desenhando runas no corpo— Salantis observou um pouco antes de agir, era o ritual que estava no livro, era Zallar.

Ritual

Salantis surgiu do corredor ao lado de H’aer apontando sua maça e ordenando que pare o que estava fazendo, H’aer não foi tão educado e acertou com o cabo da espada na boca do coveiro o derrubando no chão e sendo desarmado facilmente pelo guerreiro. Mas não perceberam ao lado da entrada duas figuras que estavam empoleiradas como morcegos no teto, se projetarem em cima do grupo pelos flancos — o guerreiro investiu com suas duas espadas que eram defendidas pelos reflexos sobre-humanos dos vampiros, que agora revelam suas feições demoníacas, atacam violentamente clérigo e o guerreiro, arremessando-os para o outro lado do recinto com um só golpe se sua força descomunal, na confusão Zallar correu pelo túnel, Lucien começou a destruir o túnel à frente de Zallar com suas magias de onda de choque, mas não o parou, teve que correr sozinho atrás dele pelo túnel.

Vampiros

Enquanto a luta acontecia, mal foi percebido o outro vampiro estava com Glimwick rendido no corredor — o vampiro possuía em sua mão um pequeno boneco e com sua outra mão estava ordenando com gestos que o gnomo atacasse seus companheiros. Salantis só percebeu a situação quando Glimwick já estava apunhalando H’aer pelas costas.

A luta frenética com Salantis e H’aer feridos e sangrando estava quase perdida, os vampiros eram invencíveis e tirar do controle o gnomo dos seus oponentes estava se tornando um desafiador — a sorte mudou quando Lucien voltou encontrando seus companheiros encurralados, viu que o gnomo estava fora de si e lançou em cheio um relâmpago no vampiro que estava controlando o Glimwick, ateando fogo no vampiro  e arremessando-o para dentro do túnel sem chance de esquivar. O vampiro conseguiu fugir transformando-se em neblina enquanto o outro foi cercado e com um golpe final, Salantis conjurou uma luz do amanhecer carbonizando o servo das sombras, restando suas cinzas e nada mais.

Depois de parar para recuperar o fôlego e para os sangramentos, Lucien os levou à Zallar, imobilizado magicamente no final do túnel, que era outra cripta, agora estavam exatamente sob o cemitério de Reddansyr — descobriram uma passagem secreta entre o templo de Helm e cemitério, o lugar onde Zallar com ajuda executava os rituais de bruxaria. Interrogado, ele apenas uma marionete de um vampiro poderoso chamado Doleac Akmere, descobriram ainda foi ele obrigou Zallar a conseguir corpos e fazer os rituais, senão iria ter o mesmo destino.

Zallar, o coveiro

Zallar disse ainda que existem espiões e assassinos na hospedaria, além dos vigias da vila, que trabalham sob a vontade de Doleac. Para surpresa de Salantis, o corpo do paladino Gaumond estava nesta câmara, ele foi assassinado há semanas atrás. O diário de Gaumond dizia sobre sua investigação e o progresso até as catacumbas onde seu corpo jaz agora, porém comentou que descobriu outra passagem em um porão de um casarão, que sem sucesso não conseguiu sozinho dominar seus guardiões.

A estória se tornara mais macabra a cada palavra que Zallar dizia, sobre exumar corpos, usar bruxaria para amaldiçoar as pessoas da vila e sobre os sequestros de viajantes e caravanas. Estes prisioneiros eram levados vivos pelos asseclas de Doleac por uma passagem subterrânea, o destino dos prisioneiros Zallar não sabia dizer. Outro fato importante é que o mestre de Zallar temia o ancião da vila, Elthryn, apesar de tentativas frustradas, o velho era astuto e conseguiu manter os vampiros longe de seu casebre, velho solitário tinha vários segredos que Doleac pretende ter, em tempo.

Falecido Paladino Gaumond

O interrogatório durou a noite inteira, o grupo esperou o amanhecer para deixar a câmara em segurança, cruzaram o cemitério, um lugar profanado, com diversos túmulos escavados, obra de Zallar e seu mestre. O coveiro foi entregue ao ancião de Reddansyr, Argus, sabendo de seus crimes a vila iria decidir o seu futuro por usar bruxaria e profanar túmulos.

Mas a vila tinha tido uma noite agitava, na hospedaria aconteceu um tragédia, envolvendo várias mortes na madrugada, principalmente aqueles que ajudaram os forasteiros. Três mortes na hospedaria enquanto os aventureiros estavam fora, criaturas noturnas fizeram um chacina que era para os forasteiros, e não habitantes inocentes da vila. Argus avisa para os forasteiros irem embora antes que mais tragédia aconteça e continuam acusá-los pela tragédia, sem lugar para fica na vila, correndo o risco de serem rechaçados pelo povo vila que agora estão na praça chorando pelos mortos, aceitam o conselho de Argus para evitar mais problemas. Afastam-se de Reddansyr ao encontro do velho Elthryn, isolado em sua cabana.

Tragédia na Hospedaria

Continua na Parte 5
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