Presas de Westgate – Parte 3

(Leia a Parte 2)

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael


O Porão

Sob a casa havia uma farta adega, agora inundada e abandonada. Com água pelos joelhos, algo se movia no chão, muito grande para ser um rato dizia H’aer, fiquem atentos! Salantis arriscou mais luz no porão e a água sob seus pés tornou-se vermelha e agitada.

Emergindo da água, várias formas compostas por restos de corpos, um conglomerado pútrido com dentes e garras arrastando-se em direção aos intrusos como parasitas querendo um novo hospedeiro, um líquido viscoso  e cadavérico mantinha a craitura em movimento.

O pânico toma conta quando se veem cercados pelas criaturas. O guerreiro H’aer instintivamente começa a derrubar diversos barris e estante das paredes em direção ao chão fazendo uma barricada mantendo distancias às abominações da praga. Lucien usa todos seus feitiços restantes quase incendiando todo porão, enquanto Glimwick e H’aer lutam corpo a corpo com as “coisas” arrancando pedaços e evitando o máximo que podem suas garras. Salantis usa poder de Lathander para manter todos vivos e queimar a última praga que restava. Esgotados, percebem que o porão é um enorme túmulo repleto de corpos de pessoas desaparecidos durante os últimos três anos, só restou enterrar os corpos e fazer uma última prece pelas pobres almas.

Sem sinal do paladino Gaumond aqui, ele ainda pode estar vivo. Agora é melhor procurar Zallar, mas não com esta neblina em seu caminho e com todos feridos.

O resto da noite foi impossível de dormir de volta à hospedaria, fizeram barricadas nas portas e janelas e não comentaram nem uma palavra com os locais curiosos. A bruxaria que encontraram no casarão só poderia dizer uma coisa, alguém está manipulando as pessoas e os forasteiros. Isso explicaria a sensação de estarem sendo espionados na hospedaria.

Hospedaria

Salantis rezou pelas almas encontradas no porão, desejou a Lathander a chance de levar justiça aos seus assassinos. A noite foi silenciosa com todos exaustos em seus cantos, enquanto Lucien lia seus livros, Glimwick procurava novamente sua moeda da sorte que parecia ter sido perdida e H’aer amolava suas espadas e reforçada sua armadura do jeito que conseguia, o dia seguinte prometia ser ainda mais perigoso.


Na Casa de Zallar

Na manhã cinzenta e chuvosa seguinte, o ferreiro local deu a direção da casa de Zallar, mas disse que não o vê há muito tempo. Indo ao limite da vila, todas as casas ao redor estão abandonadas nesta parte do vilarejo, seus antigos moradores fugiram ou desapareceram, havia um silêncio tumular. A humilde casa do coveiro estava trancada, janelas fechadas e  barricadas.

Casa de Zallar

O gnomo rastreou ao redor da casa pegadas. Não está tão deserta a região como imaginaram. O guerreiro pôs abaixo a porta sem muita cerimônia, vendo que a pequena casa tinha apenas três cômodos, sendo um o quarto, uma pequena cozinha e uma espécie de dispensa. O lugar aparentava uso, lama no chão, pás usadas recentemente, sinais de alguém vivendo por ali. Mas com as entradas barricadas, Zallar estava se protegendo de alguém ou apenas se escondendo.

A chuva se fortalecia lá fora, fazendo muito barulho dentro da casa enquanto revistavam e  reviraram em buscas de pistas de sei paradeiro. Lucien encontrou algo estranho para um coveiro possuir, debaixo de uma cama velha, esava um livro de capa preta. Mas improvável do que o velho Zallar saber ler, era descobrir que era um livro de necromancia. Com ritos fúnebres, reanimação e um ritual em especial, chamado de “Escravizar a Alma”. Este em especial envolvia criar um boneco com algo pessoal da pessoa em questão e por um ritual de sacrifício aprisionar a vontade da pessoa ao seu comando. Um feitiço que pode causar grandes estragos se usado.

Runas

As janelas e portas se fecharam violentamente, como um trovão na tempestade do lado de fora, Lucien está sozinho no quarto quando a porte se fechou — ficou emperrada, então mais alguém no quarto se pronunciou:

— Voz no quarto das terras além do mar, o filho de Evendur segue o mesmo percurso de seu pai procurando sua própria ruína...” gargalhadas ecoam, deixando todos alerta — do outro lado da porta, seus companheiros tentam arrombar.

Lucien troca poucas palavras com figura, que se revela estar no teto escuro da casa, como um morcego pendurado, se projetou logo à frente de Lucien que não consegue tempo para e reagir adequadamente, segue imobilizado e aterrorizado pela face que vê centímetros de seu rosto — uma pessoa de olhos fundos cadavéricos, pele pálida como um pergaminho, cabelos longos vestindo algo antigo e em frangalhos, suas mãos possuíam dedos alongados seguidos por garras esqueléticas afiadas. Ela se movimenta como uma sombra, silenciosa e de olhos hipnóticos, ao abrir sua mandíbula para se pronunciar perto de Lucien revela presas em sua boca desproporcionalmente grandes — a criatura não mostrava nenhuma humanidade, parecia um predador farejando carne fresca.

Vampiro

Ela avisou Lucien, um-por-um vocês irão morrer neste lugar — o resto do grupo consegue arrombar a porta e encontram a criatura macabra na sala, em meio à confusão, ele ataca. Um combate dentro da casa claustrofóbica começa, as garras da criatura são afiadas como navalhas e desferem cortes em todos que tentam chegar perto, em meio aos relâmpagos do mago destruindo a casa por dentro, as espadas do H’aer e os golpes certeiros de Glimwick, pareciam não ferir a criatura, percebendo que a criatura segura Salantis pela garganta a ponto de quase rasgá-la, o clérigo usa sua última esperança e convoca o poder Lathander em uma coluna de chamas que engolfa a criatura e o clérigo, queimando e afugentando-o para longe de Salantis, depois disso ela se transforma em uma névoa e se dispersa pelo chão de madeira, escapando entre as tábuas. Todos param por alguns segundos de silêncio para recuperar o fôlego, notar os cortes na pele e assimilar o que acabou de acontecer.

O encontro com a criatura não foi em vão, agora com provas que Zallar estava envolvido, só restava achá-lo. De volta ao ferreiro, revelou que poderia ter outro lugar poderia ser um esconderijo, o templo abandonado de Helm. Mas foram avisados que agora é um lugar de má sorte a todos que vão até o lugar.

Continua na Parte 4 - EM BREVE
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