Presas de Westgate – Parte 2

(Leia a Parte 1)

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio


Mestre de Jogo: Raphael


Mandíbulas da Praga

Na manhã seguinte com todos mais descansados, foram investigar se os boatos eram verdade na vila. A pequena e humilde população estava assustada, uns poucos habitantes faziam vigílias e contavam estórias horripilantes de espíritos e assombrações fora dos limites da vila. Era comum ter uma morte ou desaparecimento na família nos últimos anos, as noites eram cada vez mais longas e vultos negros eram vistos perambulando pelo bosque, o cemitério se tornou um lugar proibido para se aproximar. E o templo de Helm foi lacrado depois da morte de seu sacerdote meses atrás, dentro do próprio templo, quem encontrou o corpo disse que ele estava completamente sem sangue e foi encontrado trancado em seu dormitório e posição de desespero no canto, mesmo com quarto trancado por dentro.

Os boatos diziam que um velho chamado Elthryn, vivia perto do rio, distante da vila, parecia saber mais do passado da vila. Os aventureiros foram até a casa de Elthryn. Nesta manhã cinzenta, onde o sol nunca se mostrava, o tempo parecia estar parado, não havia ondas no rio, nem som dos pássaros nem a brisa balançava a relva, o próprio ar da vila parecia estagnado e um aroma de podridão assolava suas narinas quando mais de distanciavam do centro da vila.

Vila de Reddansyr

Enquanto esperava o velho sair de sua casa, Glimwick nesta manhã começou com uma mania, de brincar com uma moeda de ouro com o símbolo de Garl entre seus dedos, incansavelmente fazia isso para distrair a ansiedade que o lugar lhe causada. A porta da frente abre repentinamente, Glimwick deixa sua moeda cair no chão, mas todos prestam atenção ao velho de barba branca e manto escuro encarando-os em frente à sua escada, sua expressão ranzinza e relutante, mudou depois de muita conversa de Salantis convencendo o velho que não lhe fariam mal.

Elthryn

O velho Elthryn contou-lhe uma estória estranha, que a vila há três anos não era tão perigosa. À noite era extremamente perigoso se arriscar na neblina. Mas deu uma dica onde foi visto o paladino Gaumond, o mesmo conversou com Elthryn meses atrás, o paladino estava à procura de um casarão onde uma família morou há muitos anos atrás. O velho indicou onde encontrar. E ainda disse antes de irem embora — Elthryn “perguntem ao coveiro sobre isso, o velho Zallar tem trabalhado até o sol raiar os últimos tempos…”.

De volta à vila, a neblina se tornou mais densa antes de chegar à vila, o céu se tornou escuro e novamente o vento cessou. Um rosnado vinha do bosque onde estavam lobos enormes com olhos vermelhos vivo estavam à espreita. Lucien pegou seu cajado e apontou para as feras à sua frente, lançando diversos projéteis de energia mágica nas feras, Salantis ergueu seu escudo para se proteger das mordidas das feras enquanto sua maça golpeava emitindo luz e afastando os lobos. H’aer não teve muita sorte e foi arrastado pelo bosque pelas mandíbulas gargantuais da fera, Glimwick correu em seu socorro desferindo apunhaladas incessantemente até soltar o guerreiro. O combate prosseguiu entre ataques das feras em bando contra golpes de espada, ondas de chamas mágicas de Lucien enquanto Salantis tentava manter o perímetro seguro, usando seu símbolo sagrado emanando luz intensa de Lathander em cima das feras.

Worgs Vampiros

Ao final estavam exaustos, mas conseguirem afastar as feras. Salantis foi surpreendido ao perceber que os lobos eram criaturas desmortas, eram mais ossos, pele e presas. Tinham aparência doente, emanava um odor repugnante e seu sangue fora substituído por um líquido espesso e pútrido. O clérigo logo notou um sinal de praga e doença. Suas mordidas se não fossem tratadas poderiam ser potencialmente infeciosas e letais. Ninguém conseguiu imaginar o que teria criado uma abominação tão agressiva como esses “worgs” monstruosos. Queimaram os restos para não espalhar a praga ainda mais.


A Mansão das Sombras

A noite se aproximava rapidamente na hora que retornaram à vila, antes que a neblina os cegasse, foram ao casarão abandonado, procurar pistas de Gaumond. O imenso casarão deveria estar abandonado há muitos anos, cercado por mato, seus muros já estavam em colapso. A construção parecia ter tudo origem de uma família com mais posses na vila. Todos acenderam tochas e se espremeram pelas rachaduras do muro para dentro do terreno.

Mansão das Sombras

Glimwick se assustou ao perceber aos seus pés estava à moeda de Garl que pensou que tinha perdido, estava jogada na lama ali mesmo, não se recordava de quando a perdeu e não fazia sentido estar ali. Nesta hora sentiu um calafrio na espinha, após ter certeza de que sua moeda da sorte estava em seu bolso, sentiu-se tonto, como embriagado por vinho – abriu os olhos com muita força para se concentrar, percebeu que já estava dentro do terreno do casarão, inconscientemente estava com seu punhal na mão, logo atrás de Salantis, apontando a arma para as costas do clérigo, Salantis olhos assustado e soltou um – “O que pensa que está fazendo?” – Glimwick “hã”? Desculpe, eu não sei… estava… humm… deixa para lá.” O gnomo sentiu que algo errado aconteceu, perdeu sua consciência por alguns segundos, sentiu uma espécie de torpor, como se alguém estivesse atrás de si segurando suas mãos e o empurrando para frente com a arma em punho.

A noite já havia caído e todos estavam empurrando a grande porta de madeira do casarão de dois andares. Armados, esperando algo pular das sombras, os quatro entraram cautelosamente, revistaram os aposentos, cozinha e o salão principal, mas foi na dispensa que algo não pode ser ignorado. Na dispensa ao fundo do casarão, estava totalmente depredada, estantes e móveis destruídos – exceto pela mesa ao centro: uma pequena mesa circular, cercada de runas desenhadas violentamente com sangue, velas e incensos espalhados pelo lugar e na mesa, um cheiro forte de queimado que vinha dos objetos sobre a mesa: havia restos de bonecos rudes de pano e trapos, algumas partes desmembradas eram o tronco, cabeça e braços, não era um boneco infantil, Lucien analisou a disposição e os desenhos nos bonecos, encontrou símbolos necromânticos e vestígios de componentes arcanos.

Nunca tinham visto nada parecido – até que H’aer, que estava muito pensativo todo o tempo, disse – “Eu já vi isso, quando estive na ilha dos piratas no Mar das Estrelas Cadentes, uma vidente que possuída uma coleção destas coisas se me recordo, ela usava para rogar maldições e controlar pessoas, pelos menos era para isso que seus fregueses pagavam a ela.”.

The Night MasksNa parede havia um desenho rudimentar em tinta negra, uma “máscara” que cobre apenas os olhos, ocupando toda parede. Salantis “Mask, isso é coisa de um discípulo do lorde das sombras”.

O silêncio foi quebrado quando um estalo de um piso quebrado na antessala ecoou pelo casarão. Todos em alerta correram com armas em punho até a soleira da porta – porém nada os prepararia para o que viram: no meio do salão estava uma sombra flutuando acima do chão, como um vestido longo e enevoado mesclando-se às sombras e seus olhos brancos fantasmagóricos fitando os aventureiros.

No exato momento adagas voaram de Glimwick em direção à sombra, enquanto Lucien conjurara um rastro de chamas na mesma direção, H’aer“que nova diabrura é esta?!” Salantis“A luz da Lathander irá destruir seus truques servos das sombras!” A sombra se projetou ao teto, como se fosse uma aranha com tentáculos invés de pernas, as adagas e chamas nada fizeram ao ser, que correu pelo teto com uma velocidade diabólica, a perseguição terminou no telhado em ruínas do casarão, todos olharam a sombra flutuar com leveza e assombro para fora do terreno enquanto se mesclava à noite.

Sombra

Atordoados com o seu visitante inesperado e inexplicável, destruíram os restos de bruxaria que encontraram na mansão, Lucien pareceu preocupado ao perceber a semelhança de uma das bonecas, com a obesa dona da hospedaria, isso iria exigir uma pouco de estudo em seu livro, isso soava como um receptáculo para maldições e afins. A busca no casarão os levou a encontrar uma porta secreta, que levava ao porão.

Todos prenderam o fôlego e seguraram suas armas prontos para se defender do que quer este esteja exalando cheiro tão vil como os que atacam suas narinas agora…

Continua na Parte 3
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Uma resposta para Presas de Westgate – Parte 2

  1. frozzzt disse:

    Lembro que foi nesta parte que Glimwick começou apresentar sinais alguém iria brincar de manipular o gnomo… esta estória foi longe!

    Primeira e quase única vez que se consegue ver o símbolo da máscara, ela nunca vem bem acompanha haha!!

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