Presas de Westgate – Parte 1

As Presas de Westgate (17/09/2006)

Personagens:
Salantis Delvendor
(Cleric / Morning Lord – Humano) – Fábio


Glimwick Hodgefoodle
(Rogue / Artificer – Gnomo) – Robert

Lucien Petrus
(Wizard Evoker – Humano) – Tárik


H’aer Al’delain

(Fighter – Humano) – Cássio

Mestre de Jogo: Raphael

Nightal – 01/12/1373,  Ano dos Dragões Usurpadores – Primeiro dia do inverno – Dragon Coast, Reddansyr



Eventos que antecedem as crônicas abaixo…

Quatro meses atrás, no final da primavera passada, houve uma grande batalha que aconteceu na espinha do mundo em Icewind Dale, quando o Rei Obould e seu exército dos Garras de Sangue desferiu um ataque feroz na nação de Mithral Hall e Silverymoon, a batalha que ficou conhecida como “A Batalha do Vale dos Mortos”.

O exército de Mithral Hall e Silverymoon quase foram subjugados pelos orcs mortos-vivos de Obould, se não fossem salvos por aliados de Storm Silverhand, Balin, o Clérigo de Mithral Hall, Elendar, um Elfo Arqueiro, Ragnarök, Shaman meio-orc de Cormanthor e Nimbo, um Halfling Harpista. Dizem que este grupo deixou o norte em direção sul à procura dos últimos resquícios do exército dos orcs da montanha.

A Vila das Sombras

A Costa do Dragão sempre foi um lugar frequentado por piratas e mercenários. Em torno da cidade portuária de Westgate, o comércio prospera. Existe um ditado em Westgate: “Tudo tem seu preço em Faerûn, porém em Westgate sempre é mais barato”.

Ao sul do porto uma pequena vila tem afastado comerciantes e trazido mercenários. Reddansyr é uma minúscula vila que vive de fazendas e era um porto seguro da rota dos mercantes até poucos anos atrás. Desde 1370 suas rotas são declaradas amaldiçoadas e perigosas. Os boatos que correm que seres das sepulturas se levantam na madrugada, neblinas que tornam o dia noite podem durar dias e aparições de fantasmas são frequentes nos casarões abandonados.

Sua infame estória atrai mercenários que escoltam caravanas e às vezes, trazem pessoas de terras distantes interessadas nos mistérios da vila, para quem sabe elucidar sua maldição.


O Herdeiro

Nas proximidades da vila, a carruagem se recusa a prosseguir, a neblina é muito espessa, a lama muito profunda e o som da brisa da noite traz mais do que apenas o vento. Um homem encapuzado deixa para trás os cavalos, à luz de seu lampião olha mais uma vez um velho diário em sua mão, confere o mapa, “Vila de Reddansyr” está escrito em sua última anotação. Sozinho caminha na trilha, seu lampião se apaga com o vento. Ele o abandona na lama, puxa seu cajado retorcido e com um gesto cria uma pequena luz mágica fantasmagórica. A claridade revela para Lucien Petrus seu caminho em meio à neblina. Seu rosto horrivelmente cicatrizado por queimaduras se contorce de insatisfação, o caminho parece menos hospitaleiro a cada passo.

Um sussurro nas trevas os faz sentir calafrios, seu nome é pronunciado em meio ao vendo, uma voz fragmentada e trêmula – “Petrus”…  Então novamente escuta, mas desta vez – “Evendur…” o nome de seu pai, cujo desaparecimento o levou a este mesmo lugar, intrigado e assustado, acelera seus passos antes que a brisa acabe.

Tropeça em algo na trilha, um corpo há muito tempo deteriorado, apesar da trilha deserta, só pode ser um augúrio de morte à frente, Lucien estende seu cedro à frente procurando um ameaça, seus olhos cruzam com os olhos vermelhos vivos de lobos à frente, abrigados pela neblina, não são lobos comuns, de tamanho colossal guardam o caminho à frente. Lucien intensifica sua luz, as feras recuam. Aos seus pés o evocador vê um homem ferido, usando uma armadura pesada, em seu peito está um símbolo de um sol nascente, do deus Lathander, o Senhor do Amanhecer.


Emissário de Lathander

O homem abre os olhos e agradece. Salantis Delvendor é um jovem clérigo de Lathander aparentando estar muito ferido. Uma luta com os lobos exauriu suas forças e o fez desmaiar na madrugada. Lucien concede à Salantis uma poção que dá alguma força para fica em pé novamente. Cambaleante, o clérigo se apresenta e mostra imensa gratidão pela ajuda. Ambos se juntam para prosseguir pelas tortuosas trilhas descendentes à Reddansyr.

Lucien reconhecendo a clara devoção do clérigo a deus do amanhecer, lhe contou que estava à procura de uma pessoa em especial na vila – Salantis lhe conta uma estória semelhante, porém era um paladino de sua ordem chamado “Gaumond” que desapareceu há meses na vila que é sua missão. Ambos discutem sobre os presságios malignos que encontram na trilha. A vila está próxima, uma placa de madeira quebrada indica a entrada, a neblina revela uma praça, cercada por um grande templo de Helm, pequenas casas e uma taverna, única luz na madrugada. Aproximam-se em silêncio ao escutar vozes e os estalos de uma fogueira.


Trazidos pela maré

H’aer Al’delain esperava apenas um serviço de escolta até a vila de Reddansyr. Desde que largou sua vida pirata semanas atrás, pensou que já tive visto de tudo nos mares da Costa Dragão. Mas os últimos dias na vila fez questionar o que é real ou não na noite, assim como deixar suas espadas afiadas e sempre por perto.

Sentado ao seu lado da taverna está Glimwick Hodgefoodle, se esquentando com uma caneca de uma bebida quente, o gnomo é outro forasteiro vindo das terras do sul de Faerûn, longe das terras de sua família artesã, chegou à vida a poucos dias, trazido pela promessa de recompensas para quem descobrisse o destino das caravanas desaparecidos nesta região.

H’aer e Glimwick aliaram-se depois da noite anterior que ambos notaram pegadas sujas de lama do lado de fora de seus quartos na hospedaria. Com certeza alguém estaria os espionando. Ambos imersos em suas ideias, Glimwick queria armar uma emboscada como o gatuno que ele era, enquanto H’aer preferia uma abordagem mais direta seguir os rastros e confrontar quem quer se seja. Ambas ideais perigosas. Mas seus pensamentos foram interrompidos quando um homem de idade, com roupas sujas de sangue e sua face mostrando uma terrível cicatriz, chutou a porta da taverna carregando uma pessoa ensanguentada vestindo uma armadura de templário.

Por um instante, as poucas pessoas fizeram silêncio assustadas e logo depois a obesa mulher que servia a comida correu para ajudar. H’aer e Glimwick seguiram os até os quartos, quando foram conduzidos pela mulher que prontamente ofereceu abrigo ajuda em sua hospedaria. A noite prosseguiu enquanto Lucien e Salantis contavam o que encontraram na trilha até vila. O gnomo e o guerreiro se convenceram que iriam ambos iriam precisar de ajuda para descobrir o que estava acontecendo nesta maldita vila. Salantis precisando urgentemente achar o paladino perdido e Lucien em busca do destino desconhecido de seu pai, iriam ter ajuda enfim.

Continua na Parte 2
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2 respostas para Presas de Westgate – Parte 1

  1. moro9495 disse:

    Esse blog faz bater em mim uma saudadezinha de jogar rpg…
    Gostei bastante!

  2. frozzzt disse:

    Obrigado pelo comentário! A idéia do blog é justamente manter essa nostalgia de tempos de RPG e a vontade de jogar. o/

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