Um Punhal na Madrugada – Parte 1

Um Punhal na Madrugada (Data aproximada 2002)

Personagens:
Myrtana Hun’ett
(Feiticeira 9º Nível – Drow) – Fábio


Hamelim
Amarilis
(Bardo 12º Nível – Halfling) – Jean

Ingo
(Bárbaro 11º Nível – Meio-Orc) – Sammy

Ogglin Elkdur
(Ladino 8º Nivel – Svirfneblin) – Mauro

Mestre de Jogo: Raphael

No ano de 1372 da Magia Selvagem – Western Heartlands, Athkatla

A viagem para Amn

Em direção à capital de Amn, pelo rio Esmel, seguem barcos repletos de mercantes, contrabandistas e fugitivos que clandestinamente tentam cruzar as fronteiras das pequenas cidades sem chamar a atenção da famosa força militar de Amn, conhecido como Punho Flamejante. Dentre os tripulantes, um senhor tenta se esconder do frio tomando  durante toda noite uma garrafa de vinho. O silêncio da madrugada só é quebrado pela neve incessante batendo nas pequenas janelas de madeira. Neste  recinto isolado do restante dos passageiros, olhos apreensivos analisam cuidadosamente essas pessoas ao redor.

Primeiramente este senhor com sua garrafa de vinho: o manto maltrapilho não consegue disfarçar sua roupa elegante sob o manto, nobre provavelmente e sem sinais de ter passado fome alguma vez na vida, pois era enormemente avantajado na cintura e no pescoço. Myrtana continou a observá-lo, presentindo algo ruim que a noite poderia trazer, pois nobres “disfarçados” só quer dizer “fugitivos” e atrem sempre perigo.

Myrtana e a Dama da Noite

A dama Myrtana conhecia muito bem este sentimento, pois seu disfarce fora muito mais elaborado, como a senhora da noite, a Deusa  Shar lhe ensinou, saber iludir e desviar os perigos sempre foi uma questão de sobrevivência, principalmente o fato de Myrtana ser uma Elfa Negra, uma Drow.  Era uma fugitiva nesta embarcação. Seu feitiço para alterar sua aparência, se passando como uma elfa de pele clara, tem funcionado muito bem, contudo, seu sotaque Drow persiste, revelando sua origem distante na pequenas conversas em suas viagens. Seu objetivo era chegar na cidade das oportunidades, Athkatla, onde um culto de Shar poderia lhe ajudar a ter uma esperança de fugir de sua antiga vida em Underdark, repleta de lembranças de traição e morte, motivo de sua deserção.

A elfa negra observa uma pequena figura deitada em uma rede próxima, no balançar do barco, com pequeno cachimbo entorpecendo o ar com o cheiro de uma erva somente cultivada pelos halflings mais ao norte. Suas roupas de viajante de nada escondiam os sinais de sujeira nem uma pequena flauta e muito menos, ao lado de sua bainha, uma espada curta feita especialmente para halflings, com seu pequeno cabo e forma simples.

O fanfarrão Hamelim

Hamelin, o halfling das terras do norte de Silvermoon, fechava o livro de estórias folclóricas de sua terra a cada momento que a elfa do outro lado do recinto parecia lhe encarar silenciosamente, ou ao homem bêbado ao seu lado. Algo naquela elfa estava estranho tanto quanto o bêbado ao seu lado. Hamelim pressentiu que ela poderia ser uma ladra querendo lhe roubar suas últimas moedas de cobre, que ganhou honestamente tocando sua flauta. O fato que teve que usar um encantamento para ganhar a platéia é só um detalhe que ele prefere ignorar, cada um precisa fazer o possível para sobreviver em Faerûn.

O halfling não conseguiu pregar o olho, não sabia se é pela suas companhias mais suspeitas que as usuais ou apenas ansiedade. Era apenas a terceira lua longe de suas terras, indo para Athkatla procurar a infame ordem dos “Harpistas”, sua mente era uma mistura de excitação e medo de não conseguir ingressar em um grupo de pessoas tão perseguidas e igualmente justiceiros em nome dos bons deuses. Em breve seu desejo poderia ser cumprido. Porém a chegada dos novos passageiros ao expremido recinto deixou todos que estavam acordados um pouco mais apreensivos.

Ingo, o piedoso

Uma figura de grande porte, pele esverdeada, vestindo grandes peles e com um enorme machado em suas costas, encostou-se no canto abraçando seu machado como um travesseiro. Ingo, o meio-orc claramente parecendo um estrangeiro das terras nevadas, encontrou um lugar no polvoroso barco para Athkatla, era conhecido por sua ex-tribo como um caçador de recompensas piedoso. Esta fama é devido ao fato de uma vez responder ao seu prisioneiro à pergunta: “tenha piedade, eu dobro o que lhe pagaram” Ingo:”você quer piedade? Então conheça a piedade de Ingo!” Logo depois desferindo seu machado e decapitando seu cativo. A recompensa por ele vivo era mais melhor, porém carregar apenas uma cabeça na mochila o faria receber mias rápido a recompensa. Posteriormente Ingo revelou que as marcas na lâmina de seu machado significavam em “orc” a palavra “PIEDADE ORC”. O senso de humor de Ingo sempre foi tão afiado quanto sua pouca falta de eloquência.

Outro Fugitivo de Underdark

Ao lado do recém chegado orc, discretamente havia uma figura de porte de um gnomo, com sua cabeça tradicionalmente maior que seu corpo e dedos longuinínios e postura curvada como um kobold fugindo da luz. A elfa, o meio-orc e o halfling olharam curiosos, mas somente Myrtana o reconheceu mais facilmente como um Svirfneblin, um gnomo das profundezas de Underdak. Era raro vê-los vagando por aí. Este, conhecido em suas terras como Ogglin, estava imundo com lama até a cintura e tinha uma cheiro deplorável, até para um meio-orc.

Dormindo no chão, Ogglin ficou longe de todos do recinto, o balançar do barco o deixa nauseado, estava somente se sentindo confortável no chão ou abaixo dele. Seus pensamentos constantes em “Yndaeru”, um antigo rival que o traiu e foi a causa de sua fuga de suas terras no subterrâneo, desde então pediu ao deus dos Svirfneblins, Callarduran,  que lhe concedesse vingança antes do fim de seus dias. E sua vingança o levou a procurar informantes em Athkatla, a cidade das oportunidades, porém não seria fácil já que gnomos das profundezas podem ser vistos como selvagens em lugares ditos civilizados.

Para a surpresa do meio-orc, do gnomo, do halfling e da drow, a noite correu tranquila – diferente da manhã quando a estreita porta do recinto onde ainda estavam dormindo foi irrompida por uma dúzia de guardas com brasões do “Punho Flamejante”, vestindo vermelho. Enquanto Myrtana, Hamelin e Ogglin foram rendidos rapidamente, Ingo precisou de quatro soldados para segurar e arrancar seu machado do punho – confusos do que estava acontecendo, logo tudo ficou claro ao observarem que homem bêbado da noite anterior que estava dormindo ao lado eles estava pálido com a pele com tons escuros nos lábio. Ele não estava bêbado, estava morto há algumas horas.

Continua na Parte 2

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