Um Punhal na Madrugada – Parte 2

Um Punhal na Madrugada (Leia a Parte 1)

Personagens:
Myrtana Hun’ett
(Feiticeira 9º Nível – Drow) – Fábio


Hamelim
Amarilis
(Bardo 12º Nível – Halfling) – Jean

Ingo
(Bárbaro 11º Nível – Meio-Orc) – Sammy

Ogglin Elkdur
(Ladino 8º Nivel – Svirfneblin) – Mauro

Mestre de Jogo: Raphael

No ano de 1372 da Magia Selvagem – Western Heartlands, Athkatla

O Porto de Purskur

O capitão da guarda entrou e acusou todos de matarem uma alta autoridade de “Baldur’s Gate”, que viajava em segredo.

Myrtana: “Como ousa acusar uma dama de um crime! Oloth plynn dos!(drow: que as trevas o levem)” a elfa enraivecida deixou escapar um insulto drow, quebrando seu encantamento e revelando sua verdadeira identidade, todos ao redor seguraram a respiração por um momento! Sua pele revelou-se de cor obsidiana, olhos vermelhos e cabelos longos e brancos prateados, seu olhar diabólico fitou o capitão com ar de desprezo.

— Capitão: “Então está explicado, uma maldita elfa negra assassina e seus comparsas! Levem todos daqui!”

Hamelim: “Todos aqui enlouqueceram de vez? O dia que um halfling trabalhar para um drow é o dia que me casasei com uma orc! Sem ofensas grandão..” entreolhando Ingo, a ponto de explodir em fúria.

Ingo: “Não!! Fetchi maruk buta! (orc: Me larguem estúpidos)

Ogglim: “Não tem um dia que esta chamada superfície não puna os que já estão abaixo deles…”

Os quatro são levados para fora do barco, que para sua surpresa já estavão no porto de Purskul. Todos foram amordaçados, desarmados e levados como traidores do reino de Amn para o forte do Punho Flamejante, neste mesma cidade portuária. Todos pensavam a mesma coisa: “Bodes expiatórios” alguém tinha armado para os estranhos no barco e justamente estrangeiros que poderiam facilmente ser acusados de um crime sem testemunhas.

Durante sua estadia nas masmorras do forte, souberam que a pessoa assassinada é um diplomata de Amn, Lord Dalibras, vindo do leste com informações importantes sobre o principal inimigo de toda Amn, a organização criminosa conhecida como “A Rede Negra, ou simplesmente Zentharim”, temidos em toda costa da espada. Acusados de serem “Zenth”, foram interrogados inúmeras vezes e torturados, repetidamente por um homem chamado “Malevitch”,  algum tipo de encantador à serviço do Punho Flamejante. Suas perguntas causavam dores em todo corpo quando não eram respondidas, além dos pesadelos que estavam enlouquecendo os quatro acusados durantes muitas noites. O encantador conseguia mexer com os pensamentos, deixando suas vítimas desorientadas por algum tempo.

Depois de algumas noites sem respostas, Ingo, Myrtana, Ogglin e Hamelim discutiram em suas celas e concordaram que iriam morrer sem esperanças de sair, iriam morrer queimados em praça pública ou insanos pelas torturas mentais do bruxo, afinal traição é pena de morte em Amn. Pensando no bruxo, Myrtana que naturalmente não necessita de sono para descansar, lembrou que na noite anterior do crime viu o rosto entre os passageiros do maldito encantador, “aposto que ele sabe que somos inocentes”, Myrtana falou para todos. Hamelim pergountou: “E como você tem certeza que ele é a pessoa que nos armou tudo isso?” Myrtana: “Porque é isso que eu faria se quisesse eliminar suspeitas sobre mim de um assassinato político”. Atônito, Ingo não conseguia diferenciar a Elfa Negra daqueles que os torturavam, ela falava como uma víbora, refinando seu ódio em cada palavra de quem ouvisse sua doce voz.

Ogglin, enquanto todos discutiam, raspava seus grilhões de ferro contra as grades, depois de algumas horas das conversas e insultos entre seus companheiros de cela, ele interrompe todos com um grito:”SIM! Callarduram não me abandonou!” Todos pararam para observar o gnomo pegando do chão uma lasca grosseira de metal que se desprendeu dos grilhões.

Ogglin: ”Isso é nossa chave para liberdade, agora – se querem sair vivos daqui, calem suas bocas e escutem como iremos sair desta latrina de soldados.”

Escutando incrédulos, Ogglin disse que com isso ele pode abrir os cadeados e fechaduras, porém iria precisar da força do meio-orc, a furtividade do halfling e a boca fechada da elfa negra. Armaram um plano para noite seguinte, única chance de fugirem antes da execução.

No dia seguinte, enquanto esperavam mais um dia de tortura de Malevitch, foram levados para sala de tortura, incluindo o encantador e soldados. Hamelim logo viu o que estava por vir, em cima da mesa estava uma máscara de ferro, esculpida em seu rosto estava uma símbolo, uma Marca Escarlate, seu vasto conhecimento sobre os Harpistas e crimes contra o reino, logo refrescou o que era aquilo. Uma das principais atividades dos Harpistas, era ser caçador de criminosos, sendo o criminoso mais procurado, é aquele condenado por traição do reino, marcado em sua face direita com uma marca mágica facilmente reconhecida, sendo autorizada imediatamente sua morte por uma autoridade se encontrada em suas terras – exatamente como a marca da máscara.

O encantador mandou todos serem imobilizados, um-a-um tiveram a máscara inserida a força e com um feitiço marcou a face de Ingo, Hamelim, Myrtana e Ogglin, destruindo qualquer chance de poder andar nas ruas de algum reino de Faerûn sem ser morto pelas autoridades. O procedimento foi excruciante, o feitiço queimou a carne no rosto, a marca era parecida com uma letra do alfabeto Thorass. Enquanto os prisioneiros estavam gritando de dor, pois a marca parecia arder como brasa, foram levados de volta à masmorra, um pensamento de que não adiantaria escapar estava tomando conta de todos. Jogados de volta às celas, Ingo em fúria se jogou em cima de Malevitch para quebrar seu pescoço com suas garras,  os soldados o conteram mas não antes de Ingo segurar o braço do bruxo, torcer e rasgar sua manga, revelando uma desenho, Ingo fitou a tatuagem antes de ser arremessado e espancado até ficar inconsciente no chão frio de sua cela.

O meio-orc acordou com a elfa negra jogando água em seu rosto. Ingo descreveu o desenho estranho que viu para Myrtana, uma dragão enrolado em um cetro. “Darthir! (drow traidor) Ele é um agente Zentharim! Por Shar! Ela me concedeu vingança!”. Logo tudo ficou claro, Malevitch, um agente da rede negra usou eles para matar outro espião e não deixar suspeitas sobre sua verdadeira identidade.

A noite prosseguiu até madrugada nas masmorras, enquanto pacientemente Ogglin abriu os cadeados e as celas, usando um pequeno pedaço de metal de outrora. A fuga só poderia ter sucesso se chegassem ao nível superior, passando por guardas até as janelas da torre sul, onde é possível ver o rio Esmel, pois o portão norte era impossível de chegar e muito menos provável passar por dezenas de soldados. Deixando as masmorras, os primeiros soldados encontraram Myrtana, que calmamente lançou seus últimos feitiços de sono, deixando os soldados cair em um sono profundo, permitindo prosseguir à torre, onde mais dois guardas foram distraídos pela imitação perfeita de rouxinóis de Hamelim, enquanto Ingo e Ogglin os nocautearam antes de poderem gritar. Agora armados, correram à torre sul, quando ouviram sinos tocando na fortaleza, neste momento todos saltaram do topo da torre em direção ao profundo rio Esmel. O curso do rio os afastou para mais oeste, longe do porto de Purskul.

Os dias seguintes foram árduos, evitaram trilhas e soldados em direção à Athkatla, a neve, o frio e a falta de suprimentos deixaram todos exaustos, as noites eram torturantes ao lado da fogueira para se proteger de predadores. O plano era conseguir ajuda para localizar e capturar o agente duplo , remover a marca de traição e limpar seus nomes. Ogglin e Myrtana desejavam apenas vingança, pois um drow e um svirfneblim nunca iriam ter justiça na superfície, enquanto Ingo revelou ter sua honra manchada com toda situação e espera não matar Malevitch, mas punir e retribuir a desonra na mesma moeda. Hamelim mesmo se sentindo o único que gostaria de apenas limpar seu nome, ainda tinha esperanças de conseguir ajuda com os Harpistas, contando que não fosse morto por um antes de poder abrir a boca.

Continua na Parte 3

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